Um dos meus poemas favoritos, daquele que para mim é o derradeiro Mestre da Poesia Portuguesa; Fernando Pessoa. Acho que se toda a gente prestasse atenção ao nosso dia-a-dia, iria ver que no fundo, todos somos um pouco poetas. Mudou a forma como se escreve, mudou a vida de quem lê e fez Portugal reparar na sua genialidade.
Vamos viver poesia, vamos ler a ‘Autopsicografia’.
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Quem tiver curiosidade em saber mais sobre Fernando Pessoa, fica o link do museu criado em sua homenagem:
Entre tudo aquilo que nos é colocado a niel musical vendido em Portugal, ainda há coisas muito boas. Para quem quiser ouvir melhor a letra, segue em baixo um vídeo da menina Lykke Li, sem ser ao vivo, onde é mais perceptível a letra. Espero que gostem tanto quanto eu =)
E com a letra da música:
Lykke Li – Let it fall lyrics:
Lykke Li – Let it fall letra:
So I weep
So I weep
So I weep
So I weep
In my weakest moments I weep
‘Cause I like the way, tears fit my cheek
In my darkest moments I cry
Oh how I love the way, tears suits my face
I like it salt
I like it wet
Like my makeup in a mess
So I cry hard
Let it fall
And I won’t stop until my tears are all shed
So I weep
So I weep
So I weep
So I weep
In my joyous moments I moan
‘Cause it feels so good when I let my water flow
Drip drop, and I cannot stop
Can’t stop, no I said no
Drip drop, and I cannot stop
Can’t stop
I cry for you, cry for you
I cry because I cannot help it
So it runs, yes it falls
And ain’t no stopping at all
I like it salt
I like it wet
Like my makeup in a mess
So I cry hard
Let it fall
And I won’t stop until my tears are all shed
So I weep
So I weep
So I weep
So I weep
Let it fall
Porque uma pessoa muito especial me fez lembrar estes tempos que eu esqueço. Devo.te mais do que posso dizer, mais do que podes pensar. Um dia vais perceber o quão importante és para mim. Garanto.
Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.
– Machado de Assis
Se mais uma vez, fosse a única forma de me acalmar, iria então subir, uma vez mais, ao cume da montanha mais alta das Terras geladas.
Iria sozinho
Sem companhia…
Sem escolta
Iria como perdido
Um herói ferido
Sem ninguém à sua volta
Iria destemido, enfrentado Titãs Olímpicos, indo apenas munido com coragem, como um audaz e bravio cavalo selvagem, que corre livre pela pradaria.
E correndo então
Iria livre
Onde o vento me levasse
E não iria falar em vão
Faria de tripas coração
Por quem não me faltasse
Tornando-me assim, um ser mais perfeito que aquele que era anteriormente conhecido como eu, iria subindo a montanha ao meu ritmo. Os passos dados ao longo da escalada, eram acompanhados pelo ruído das minhas espadas que trespassavam os míticos demónios.
Fazer de ouro a vista
Sou apenas um vingador
Um vingador alquimista
À medida que matava esses demónios, dava-lhes a sensação de por algum momento, serem protagonistas de uma história épica, uma epopeia de um playboy do século XXI.
Um video, bastante bem conseguido, que retrata o momento onde o olhar de dois estranhos se cruzam, conseguindo atravessar as barreiras do tempo e do espaço.
O que seria de mim, se não te tivesse beijado naquele dia?
Quente e confortável, seria a melhor descrição do meu covil. Da minha fuga de esta realidade com que eu não me satisfaço, mas ali dentro, sou eu e o outro. Ambos, mesmo diferentes, nisto são iguais, completamente iguais. Com os mesmos quereres, mesmas vontades, mesmos gostos, mesmos amores… Eles juntam-se, porque não vivem um sem o outro, mas nenhum deles viveria sem ela. Mesmo que o outro diga que não, é ele que avança, quem a olha com olhos de beijar, quem a agarra na cintura com a mão rija em concha, quem a aproxima, quem a deita na cama, colocando uma mão na nuca para não se aleijar. Ele deita-a suavemente na cama enquanto se maravilha com os seios volumosos da sua princesa, os lábios carnudos de mulher de África quente. Mas sou eu que de seguida, se deita ao lado dela, diz ‘amor, encosta-te a mim’, com uma voz infantil espero que ela não se ria na minha cara por ser um pouco parvo, mas aquele misto de amor e tesão deixa-me assim. Sem saber muito bem o que fazer.
É ele que depois, lhe afasta o cabelo da cara, deixando assim ao descoberto o sorriso que nos derrete a ambos, lambe-lhe o pescoço e selvaticamente, mas com delicadeza, lhe puxa a camisola e desaperta o soutien. Com a perícia de mil amantes, somos motivados pela vontade que ele tem de entrar e se afirmar, e pela minha vontade de poder dizer que sou feliz por poder fazer amor com a pessoa que na minha vida tem maior importância
Sem ter bem noção como, sinto o barão das calças dela a sair… Mas depressa retiro a mão daquela faixa de Gaza púbica, sorrio, dou um beijo simples e afasto dali a luz que espreita pelos buracos dos estores, como se os anjos dos céus tentassem entrar no quarto para perceber o que está ali a acontece. Fecho as portas, as janelas e barro à entrada todos os problemas. Fico só eu e ela, voltando eu para a cama.
Ao voltar não consigo ir directo à fonte da futura vida do pequeno César Gil, sou abordado por uma selvagem que parece estar a morrer de saudades minhas enquanto me assalta com um conjunto de beijos. Afasto-a, não dando a entender que não quero beijos, mas sim, que quero poder dar festas em seu corpo, pelas pernas, apertando a carne entre os meus dedos, deslizando pelas costas, arranhando como ela gosta, e de seguida… Qual escuteiro num acampamento selvagem, a minha mão entra à descoberta do seu mundo das maravilhas dentro da roupa interior… e que maravilhas lá encontro. Onde esperava encontrar um deserto, encontro um mar. A minha mão não está húmida, está molhada e a pingar a cama… Estranho, pensei que ainda estava a escolher os modos de jogo mas já tenho um bom caminho atravessado até agora.
Tiro-lhe a roupa e qual um gladiador, coloco-me no centro da cama esperando um leão. Mas sou espantado com a presença de um dócil gato, com juba, domesticado. Viro-a de costas, puxo-lhe as ancas para cima, e enquanto lhe agarro as coxas com a mão direita, a mão esquerda desloca-se até aos seus ombros ao som da nossa voz que diz ‘curva-te um pouco mais meu amor’. Ela obedece, e ai sim, ai eu entro dentro dela.
Sinto primeiro difícil de entrar, escorrega derivado da excitação onde eu a deixei assim. Ele sente-se orgulho, eu sinto que tudo valeu a pena até hoje, e este novo… Sente que aquilo é mais do que tudo, é para aquilo que ele vive, porque ela merece. Merece que a toquem assim.
À medida que entro, oiço guinchos, gemidos e gritos. Ela não tem noção do barulho que faz, mas faz bastante… Mas mesmo assim, não se compara ao barulho da minha cama quase partida, que poucas mais maratonas de prazer pode aguentar.
Se enquanto ali estou eu penso ‘esta é a mulher da minha vida’ e o outro pensa ‘isto sim, é foder bem’, este novo apenas diz ‘amo-te, és tudo para mim’ e após uma curta pausa ‘é assim que gostas?’.
Ela não responde com palavras concretamente, um misto de latim com gemidos. O ritmo aumenta… Ela curva-se, aproxima-se e afasta… Sinto o meu coração a disparar demasiadas vezes em pouco tempo… Eu não aguento muito mais… Mas ela diz para não parar.
Do nada, estou a pensar em combates de wrestling, para me afastar da ideia que estou com a mulher da minha vida, que se abre e se dá completamente e só a mim. Se pensar nisso, a volta no carrossel mágico acaba já ali, então enquanto digo que a amo, tento focar-me numa promo de The Rock. Mas não dá, ela parece sentir isso, e agarra-me a perna, encosta-se para trás e diz para não a deixar…
Venho-me. Ela grita e geme, misto de surpresa, dor e prazer. Encostamo-nos um ao outro, comigo ainda dentro dela, escondendo o meu pénis na vagina dela. E penso para mim ao ver esta imagem…
‘Caralho escondido de colhões de fora’.
Que seja sempre assim, que sempre a tenha a meu lado para me fazer feliz. E quando for velho minha pequena Tomeo, digo-te o que ouvi bastantes vezes:
‘Enquanto houver língua e dedo, não há mulher que meta medo.’
Um dia vou passear contigo à beira-mar
Um dia vou-te acordar com um beijo no canto da boca
Um dia vou pegar em ti e vamos voar
Um dia roubo-te um beijo, fruta da época
Colhido docemente…
Um dia levo-te onde tu quiseres
Os dois … sem nada mais
Os dois … sem precisar de mais
Os dois … apenas os dois
Ouvindo que me amas sem mo dizeres
Um dia faço de ti a mulher mais feliz do Mundo
Um dia beijo-te o pescoço
Um dia viveremos um amor em alvoroço
Um dia será o nosso dia
Será uma uva sem caroço
Será, já sendo, tudo o que eu queria
Esse dia que já chegou ao tempo
Esse dia que me torna tornurento
Esse dia que me deixa … lento
Esse dia de brisa sem vento
Esse dia onde tudo parece perfeito
Eu, que sou feio, sólido, leal
Não sou Verde, mas nisto, parecidos
Sou como Cesário
Descrito com esses adjectivos
De forma pouco casual
Sou tudo isso e mais, sou pior
Sou um dos restos na borda do prato
Sou demasiadamente, por vezes, pacato
Sou o resultado de sangue, lágrimas e suor
De lado de uma geração que corre
Desenfreada pela vida fora
Lembra-me todos os dias e a cada hora
Que por minuto, muito bom homem morre
Vestir-me-ia, se pudesse, de negro todos os dias
Para mostrar o que sinto da humanidade
Mas sendo impossível, resguardo-me nessa vontade
De me tentar passar por Messias
A cada dia destes 6 meses, que poderiam ser mais vezes se na correria do tempo não contássemos com a falta de dias de Fevereiro, mês manhoso nas palavras de um cromo meu conhecido. Mas mês onde pude passar a melhor noite da minha vida na Flor, ali na Alameda.
6 meses repletos de histórias, encontros e desencontros, especialmente na zona de restauração do Vasco da Gama, onde o telemóvel com chamadas grátis fazia do melhor e mais recente GPS do Mundo. Mais 6 meses virão decerto, seguidos muitos noutros.
E fica aqui a promessa, para o ano, Fevereiro, vamo-nos encontrar de novo.
Como sempre, com a veia de poeta…
Não tenhas medo princesa
Não tenhas medo princesa, não tenhas medo
Deixa o medo selado num armário ao fundo do corredor
Nesse armário deixa o medo, insegurança e dor
E vem comigo, em segredo
Viveria por ti, morreria por ti
E se acredito, como tão bem acredito
No amor…
Acredito no meu amor por ti
Acredito como gostava que acreditasses um dia
Acredita que vivo para te amar
E para te proteger, se necessário, morreria
Estarás sempre segura, dentro do que poder
Estarás e serás sempre amada
Segura de que de mal, não sentirás nada
Que te segurarei nos braços, minha mulher
Por isso não tenhas medo princesa, não tenhas medo
Uma princesa como tu não deve chorar
Porque com um príncipe, que sou eu, fugirás em segredo
E para sempre te proteger
Para lá do que possa acontecer
Para lá do que se pode amor
Amo-te Pocahontas Mentes Mais.
Momento músical.
Álbum: PS: I Love SoundTrack
Artista: The Pogues
Música: Love you till the end
Letra: I just want to see you
When you’re all alone
I just want to catch you if I can
I just want to be there
When the morning light explodes
On your face it radiates
I can’t escape
I love you ’till the end
I just want to tell you nothing
You don’t want to hear
All I want is for you to say
Why don’t you just take me
Where I’ve never been before
I know you want to hear me
Catch my breath
I love you ’till the end
I just want to be there
When we’re caught in the rain
I just want to see you laugh not cry
I just want to feel you
When the night puts on it’s cloak
I’m lost for words don’t tell me
All I can say
I love you ’till the end